PROJETO "A ARTE DE OUVIR, VER E SENTIR"

O poeta português Fernando Pessoa fez um alerta muito feliz da função, da natureza e da importância da arte, escrevendo: “A necessidade da arte é a prova de que a vida não basta”. Sem eleger a arte como substituta da vida, o que o poeta revela é a natureza lúdica da arte, capaz de apontar e preencher os vazios da vida e, utopicamente, anunciar um mundo melhor. A expressão artística está sempre a favor da vida no seu sentido maior. Portanto, a arte é de todos.

Por seu caráter inventivo e profundamente humano, todas as manifestações artísticas contribuem de forma única para o mundo do conhecimento porque exercitam “aquela sensibilidade” mais emocional ou subjetiva do indivíduo ou do grupo, fazendo aflorar a própria “criatividade” que dorme em cada um. Assim, defender o necessário espaço da arte no ambiente escolar pode até parecer ultrapassado diante da confluência atual de ações e práticas educativas em torno desse foco. A arte é uma área de conhecimento fundamental nas escolas porque é essencial na formação humana. Ela expande o universo cultural dos alunos, abre espaço à participação social e favorece a aprendizagem em todas as disciplinas, além de desenvolver a sensibilidade e abrir as portas para a produção do imaginário, das emoções e da subjetividade.

No entanto, mesmo que sejamos excessivos, é importante esclarecer o que se propõe com a arte na escola, em termos legais. Segundo a atual LDB, “o ensino da arte consistirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Nesse enfoque, a arte na escola não mais se identifica pela já obsoleta nomenclatura “educação artística”, nem se estrutura no currículo apenas como atividade; mas se configura como arte e inclui-se no currículo como área, com conteúdos próprios ligados à cultura artística universal.

Nesse sentido, é importante explicitar que a arte é importante na escola, principalmente porque é importante fora dela. Por ser um conhecimento construído pela humanidade no transcurso dos tempos, a arte é um patrimônio cultural da humanidade e todo ser humano tem direito ao acesso a esse saber.

Tratar a arte como conhecimento é o ponto fundamental e condição indispensável nesse enfoque de trabalho que desejamos realizar à luz das atuais pesquisas na área. Nesse sentido, é essencial compreender que ensinar arte significa articular três campos conceituais: a criação/produção, a percepção/análise e o conhecimento da produção artístico-estética da humanidade, compreendendo-a histórica e culturalmente. E justamente para atender a essa nova abordagem da arte no campo educativo é que desenvolvemos o projeto “A arte de Ouvir, Ver e Sentir”, que, reunindo três linguagens artísticas numa trama de imbricação e interdisciplinaridade, objetiva concretizar os três campos conceituais da arte como objeto de conhecimento: a produção, a fruição e a reflexão.

A excelência de uma escola está na sua preocupação com a arte. Aqui sentimos o sonhar de aprender e conhecer poetas, pintores, artistas, em fim, e ao mesmo tempo conhecemos matérias formais, ou melhor, as outras que pouco se importam com a arte. Procuramos saber de inovações em todas as áreas porque isso faz com que as cores em volta do mundo se renovem e mantém nas pessoas o desejo da criação, com novos inventos, novas telas, novas músicas... Nos sentimos assim renovados e olhamos para o mundo com olhos que humaniza tudo ao redor e que promove a delicadeza de ser e conviver com pedra, borboleta? Com um robô? Com um objeto qualquer? Com um outro ser humano? Ou todos juntos?! Assim, tudo vira só um ninho de poesia e faz o dia amanhecer sempre novo e de olhos abertos para ver tudo além de nós, o outro, que também está em nós.

Manon Esteves e Ana Luisa Jardim (5º ano “A”) 

Da Escola Espaço Criativo eu gosto muito, pois temos vários contatos com a arte. O nosso contato com a arte é um momento bem divertido em que tentamos fazer bonito e expressar nossos sentimentos e como estamos no momento, se estamos alegres, tristes ou bravos. Aqui eu estudei sobre alguns artistas como Monet, um homem que pintava o tempo refletido nas coisas. Já Frida pintava seu momento, seus sentimentos, suas telas assustavam várias pessoas, mas depois que elas levavam livros da artista para ler e estudavam sobre ela e entendiam o que ela representava em suas telas. Frida sofreu muitos acidentes que quase a levava a morte. A escola também enfeita-se com as telas que produzimos aqui, elas são levadas para enfeitar salas e até a secretaria. Na minha casa os meus familiares usam as telas que pinto aqui para por nas paredes, ficam lá como recordação de um momento. As formas de arte que mais me agradam são o do tipo livre. O Espaço Criativo trabalha com a arte buscando ter um momento mais harmonioso no mundo.

Daniel Rassi (5º ano “B”)

Aqui as crianças são educadas de uma forma artística. Nossa escola mostra os artistas os mais variados possível, como a dor de Frida Kallo, as coisinhas mágicas e “insignificantes” de Manoel de Barros, as bonitas paisagens de Monet pintadas nos tons das luzes, as grandes formas de Picasso... Nossa escola propõe tantos projetos de arte porque quer sensibilizar o olhar das crianças para que elas possam enxergar “diferente” o outro e o mundo. 

Beatriz Santana e Ana Luisa Pimenta (5º ano “A”)

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